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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Argelinas e Turcas: A luta por direitos

Minhas amoras, tudo bem com vocês? Eu vou compartilhar abaixo com vocês a primeira parte de uma matéria que eu realizei para a Universidade sobre direitos das mulheres em países do mundo islâmico. Eu ainda tenho bastante conteúdo para fazer uma segunda parte e quando estiver pronto eu divulgo aqui também! Teve a participação especial da Niny do blog "amor do lado de lá" e também da prima do meu habibi hehe, obrigada fooofas ♥


Argelinas e Turcas: A luta por direitos
Apesar das novas mudanças, ambas acreditam que ainda há muito que ser feito
Por Juliana Lourenço
Os meses de fevereiro e março fomentaram grandes discussões acerca de direitos da mulher em alguns países islâmicos, com destaque para Turquia e Argélia, que após a tentativa de estupro seguida de assassinato da estudante turca Özgecan Aslan e da aprovação da nova lei argelina que criminaliza a violência contra a mulher, fizeram com que ambos países se voltassem à questão da representatividade feminina, inclusive a rever códigos de defesa da família.
No dia 5 de março, os membros do Congresso Nacional do Povo (ANP) aprovaram a lei de criminalização da violência contra a mulher, com penas que variam entre 1 a 20 anos dependendo da gravidade do caso. Para o Ministro da Justiça, Tayeb Louh, a lei é um dos primeiros passos contra a violência e todas as formas de discriminação contra as mulheres argelinas. As estatísticas registram que cerca de 100 a 200 mulheres morrem por ano na Argélia decorrentes de violência doméstica. A nova lei fez inclusive com que três dias após a votação, no Dia Internacional da Mulher, o atual presidente do país, Abdelaziz Bouteflika pedisse a revisão do Código da Família, que esta em  vigor desde 1984 e que é baseado na sharia (lei islâmica). A Argélia se tornou o segundo país do Maghreb a criminalizar a violência contra a mulher, ficando atrás apenas da Tunísia.
Apesar da nova lei, as argelinas acreditam que ainda é necessário grandes mudanças principalmente na visão da sociedade argelina para com as mulheres, como conta a estudante de Direito de 22 anos, Meriem Laroussi: “Mesmo com a nova lei, a visão da sociedade argelina continua estática, eles acreditam que as mulheres não podem fazer todo tipo de trabalho. Ainda é necessário leis mais rígidas”. A estudante de Linguística, Sabrina Migabel de 24 anos acredita que a sociedade argelina deva respeitar mais a opinião da mulher: “ Eles deveriam respeitar a nossa opinião. Principalmente acerca do uso do lenço (não nos obrigar a usá-lo), eles deveriam confiar em nós, na nossa força e habilidades”. O advogado em direito penal, Ahmed Twahria explica que “muitas pessoas veem as mudanças no Código da Família, como mudanças na própria lei islâmica, e isso acaba dificultando o processo”.
         No mesmo contexto, não tão distante, a Turquia vive uma forte onda de protestos após a tentativa de estupro seguida de morte da estudante de psicologia de 20 anos Özgecan Aslan, em fevereiro deste ano. Elas denunciam a crescente onda de violência contra as mulheres na Turquia e para a omissão e até mesmo a  cumplicidade do governo do atual presidente Recep Tayyip Erdoğan, que tende ao radicalismo islâmico frente à questão. Segundo dados oficiais, em 2002 menos de 100 casos foram registrados no país, e já em 2014 este número chegou a 300. O levantamento do site Bianet, que trabalha com questões de direitos humanos na Turquia apontou que somente em janeiro deste ano, 27 mulheres turcas foram mortas.
O grupo Türkiyede Kadin Olmak (Ser uma mulher na Turquia) conta que é difícil caminhar em alguma rua da Turquia sem sofrer algum tipo de abuso, seja ele verbal ou físico: “É quase que impossível andar em alguma rua na Turquia sem passar por uma experiência de abuso, e as pessoas e também a lei sempre protegem quem ataca, e não a vítima. Os homens na Turquia abusam e estupram não só mulheres, mas também crianças e animais. É tão normal seu pai ou seu irmão te bater ou até mesmo te matar.” A brasileira Rhanya A.K, de 32 anos que vive há 3 anos e 3 meses na Turquia relata: “Casos de agressão doméstica, apesar de não permitidos pela lei, são permitidos pelas próprias pessoas, tanto os maridos que agridem as esposas, quanto as famílias dos maridos que muitas vezes acham certo, e por fim as mulheres que são as vítimas, não denunciam os maridos.”
 

Espero que vocês tenham gostado, e em breve postarei a segunda parte, assim como um texto sobre as mulheres iranianas e a obrigatoriedade do uso do véu :)

beijo beijo pupilas

1 comentários:

Anônimo disse...

Ola juliana gostei muito do blog a poucos meses conheci um rapaz afegão perdoem a ignorancia mais fiquei o afegao cara nao da para ter amizade, mais fomos conversando e ficamos muito amigos ele parecia uma pessoa muito moderna enfim brigamos pq ele ofendeu o que eu acredito mais eu nao ofendi nada em relaçao ao isla eu nao contei pra ele onde moro no brasil nem numero de telefone nem nada voce acha perigoso ele tentar vir atras de mim?? Eu exclui meu face e criei um novo com outro nome e bloqueei ele!!

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Atenção: Comentários islamofóbicos, antiárabes, antissemitas e que ofendam uma etnia, nacionalidade ou religião/crença não serão aceitos nem tolerados.

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