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domingo, 31 de maio de 2015

Ao namorar um árabe você precisa saber que:

Fala habibtys! Tudo em paz, tudo em cima, tudo azul? Eu to na correria (fim de semestre, consegui emprego, tcc), mas estou bem! Aliás, em breve estarei de férias então poderei me dedicar mais ao blog e dar continuidade nos posts (inclusive os que dividi em duas partes) ♥. Bom vamos ao que interessa...


que é claro o Omar Borkan...aqueeeeeeeelas hahahaha
Então moçoilas, eis que você, uma brasileira que sempre teve relacionamentos com brasileiros em um belo dia se apaixona por um árabe gatoso e acha que o comportamento dele no relacionamento vai ser igual ao de um brasuca...errado. Claro que existem homens e homens, bons e ruins em cada cultura e por isso generalizar é por vezes ruim, mas os aspectos que citarei aqui é o que vi em comum entre os todos os árabes que conheci e também no meu namorado. Pode se encaixar também em indianos/paquistaneses/turcos, etc. 
Caso você queira compartilhar algum aspecto não citado aqui, fique à vontade nos coments! 
relembrando que o "Segredos do Maghreb" não é nenhum portal oficial de informações, tudo que é compartilhado aqui são percepções e experiências minhas

Então vamos lá, ao namorar um árabe você precisa saber que:

Eles são romanticos. Acho que esse é o ponto chave para explicar porque existem tantas brasileiras gamando em árabes nos últimos anos. Eles são 10x mais românticos que os brasileiros e farão de tudo para te agradar e deixar feliz.

Família é importante. Lá eles vivem como se fosse um clã, são muito unidos e se respeitam muito. Tem um ou outro habibi revoltado mas em geral a palavra da mãe e do pai é uma ordem, então pense 10x antes de querer entrar em treta com a sua sogra. 

São ciumentos, e muito. Fique 1 segundo a mais demorando para responder um simples "hi" no whatsapp que ele já vai pensar que você tá falando com outra pessoa. Também não fique citando casos que ocorreram em seus relacionamentos anteriores e nem nome de ex, pense que o teu ex já morreu

Amam a cidade e o país de onde vieram. Apesar dos 1001 problemas que o país dele possa ter, ele não nega suas origens, pelo contrario isso é motivo de orgulho e eles gostam de externar isso.

Se ele realmente estiver interessado em você, vai te propor casamento quase que imediatamente. No mundo árabe/islâmico não existe namoro, você é prometida. Eles querem constituir familia, faz parte da criação deles, então não se assuste se ele te pedir em casamento ou pensar em filhos.


São orgulhosos. Sabe a expressão "teimoso igual uma mula"? então é por aí...mas corte o mal pela raiz porque senão tomam conta da situação e você só abaixa a cabeça


Os amigos são para eles como irmãos de sangue. Também não se assuste caso veja fotos deles abraçados com outros amigos, isso lá não é sinal de que ele é gay, e sim sinal de amizade. 

Eles respeitam muito a religião e no fundinho eles tem o desejo que você se torne muçulmana. Forçar alguém a se tornar muçulmano é um haram (pecado) no islam, mas se você chegar no seu habibi dizendo que tem o desejo de se converter/reverter ele vai abrir um sorriso de orelha a orelha e te ensinar tudinho.

Não comem carne de porco. Meu namorado não sabia o que era bacon, presunto e nem linguiça antes de namorar comigo, eu que perguntei se ele conhecia e mostrei fotos. Portanto, esqueça todos os embutidos e pernis, inclusive não coloque bacon no feijão caso teu habibi venha para o Brasil 

Gostam de dançar. Bem pelo menos os argelinos gostam muito de dançar, não é dificil achar vídeos deles dançando em festas de casamento no youtube. Meu namorado quando tá no Skype ouvindo música começa a mexer o braço achando que tá numa rave

São higiênicos. Eles se depilam e cuidam da barba (caso tenha). Muçulmanos oram 5 vezes ao dia e nessas 5 vezes fazem um processo de purificação chamado ablução, onde são lavados os pés, as mãos, o nariz, rosto, pescoço e boca

Adoram fartura e as visitas são bem tratadas. Bem nesse aspecto somos parecidos, no Brasil gostamos de receber visitas e sempre com mesa farta, os árabes também são assim e vão fazer você comer tudo que tiver na mesa até explodir. 


Sexo ainda é tabu no Oriente. Portanto modere nos comentários caso seu habibi seja virgem e até mesmo nunca tenha beijado na boca (a maioria nunca fez essas duas coisas), isso é papo sério lá e dependendo da família rola até morte (caso uma menina não tenha casado virgem). Prostituição e sexo antes do casamento lá existem, mas é muito nas escondidas. 

Amam pão. Argelinos por conta da colonização francesa tomaram gosto pelos pães então não falta nas refeições argelinas uma baguete tamanho família

Bom meninas, espero que tenham gostado, caso tenha alguma peculiaridade, deixa aqui nos comentários! 
Beijocassss

domingo, 10 de maio de 2015

Nós dois: o primeiro contato

Eu nunca falei de como eu e o Yusuf nos conhecemos, então vamos lá:

O nosso primeiro contato foi no final de junho/início de julho de 2013 quando ele me adicionou. Eu apenas havia o aceitado e nada mais, até que um belo dia ele me chamou pra conversar e ficamos trocando mensagens por horas. Apesar de tudo, no começo eu achava ele meio idiota (inclusive toda vez que falo isso rimos horrores juntos, te amo amor!) mas gostava de teclar com ele..(vale ressaltar que semanas antes dele, tinha um tunisiano interesseiro que me enchia de mensagens, então eu tava meio que de saco cheio), e assim conversas vem e vão. Ele perguntava o que eu fazia, se tinha namorado (de praxe), onde eu morava, meus sonhos, etc. Uma coisa que me chamou atenção e que eu achei muito legal da parte dele é que quando eu perguntei sobre ele, o que fazia e tal ele me deixou bem claro que era uma pessoa simples, que estudava e ajudava o pai em uma mecânica. Isso me deixou surpresa porque os árabes, principalmente esses da internet gostam de ostentar..e MUITO. De todos que eu conheci, até mesmo os mais pobres de marré, sempre visavam em mostrar as coisas que tinham, e que não tinham (depois farei um post explicando mais sobre os príncipes e vilões) então isso contou pontos comigo e senti que ele era sincero em suas palavras (meu sexto sentido não falha hehe). Então começamos a conversar todos os dias, ele sempre se mostrando muito presente e preocupado se eu estava bem ou não. Até que um belo dia estávamos no Skype conversando e eu paralelamente estava no YouTube buscando umas músicas então meio que demorava um pouco para respondê-lo até que o mesmo veio perguntar se eu estava conversando com outros garotos. Eu fiquei tipo: WTF? e perguntei o por que, e ele disse que tava com ciúme. Eu parei por uns segundos e fiquei sem resposta e percebi que a coisa tava pulando pra um estágio mais sério...aí eu respondi que tava no YouTube e mudei o assunto. No dia seguinte - uma sexta-, ele não ficou online em nenhum momento e eu comecei a sentir a falta dele. E aí eu conclui que era sério mesmo e foi um mix de felicidade (haja vista que era recíproco), mas também tinha um certo medo de entrar em uma furada como infelizmente acontece com muitas habibts.

No sábado ele apareceu e automaticamente eu perguntei o porque do sumiço e ele explicou que tava com problema de net e tal, e acrescentou que sentiu minha falta - aí lá vai eu ficar toda derretida- e foi direto ao ponto: I want make you happy. E lá vai eu ter o piripaque do chaves. Eu me fazendo de desentendida, óbvio só pra ter certeza do que eu lia era sério mesmo ou só piada, e ele confirmou mais de uma vez: "I want make you happy, i want give you pure love, i want make you the most happy girl in the world, i want be more than one boyfriend to you, i want be everything you need, do you want be my girlfriend?" E aí meu mundo parou eu li, reli, raciocinei, feliz claro que sim, mas tinha medo de mergulhar de cabeça e lá no fundo meter a jaca no chão e me machucar. Então comecei a questioná-lo e tal, dizia o que ele viu em mim, e essas coisas, e ele sempre me respondia com coisas concretas e ao mesmo tempo fofas, e com o bônus de que faria de tudo pra poder ter o meu amor.

Foi então que eu resolvi deixar minha intuição, a razão e o coração trabalharem juntos e aceitei, e nunca vi alguém tão feliz, e eu também. Na época eu não tinha câmera e ele tinha dado a câmera dele pra um amigo (no dia seguinte ele foi na casa do amigo e pediu a câmera de volta pra poder falar comigo heuhehueheuuhe) então eu apenas o ouvia pelo microfone e respondia via texto pois eu pobre de marré nem microfone tinha hahahahaha. Ficamos durante horas, rindo, se declarando, planejando coisas e vivendo o nosso momento. A noite do dia 13/07/13 foi tão perfeita que eu guardo em um baú chamado coração ^^
Rumo aos 2 anos ♥



beijocas!!!!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Argelinas e Turcas: A luta por direitos

Minhas amoras, tudo bem com vocês? Eu vou compartilhar abaixo com vocês a primeira parte de uma matéria que eu realizei para a Universidade sobre direitos das mulheres em países do mundo islâmico. Eu ainda tenho bastante conteúdo para fazer uma segunda parte e quando estiver pronto eu divulgo aqui também! Teve a participação especial da Niny do blog "amor do lado de lá" e também da prima do meu habibi hehe, obrigada fooofas ♥


Argelinas e Turcas: A luta por direitos
Apesar das novas mudanças, ambas acreditam que ainda há muito que ser feito
Por Juliana Lourenço
Os meses de fevereiro e março fomentaram grandes discussões acerca de direitos da mulher em alguns países islâmicos, com destaque para Turquia e Argélia, que após a tentativa de estupro seguida de assassinato da estudante turca Özgecan Aslan e da aprovação da nova lei argelina que criminaliza a violência contra a mulher, fizeram com que ambos países se voltassem à questão da representatividade feminina, inclusive a rever códigos de defesa da família.
No dia 5 de março, os membros do Congresso Nacional do Povo (ANP) aprovaram a lei de criminalização da violência contra a mulher, com penas que variam entre 1 a 20 anos dependendo da gravidade do caso. Para o Ministro da Justiça, Tayeb Louh, a lei é um dos primeiros passos contra a violência e todas as formas de discriminação contra as mulheres argelinas. As estatísticas registram que cerca de 100 a 200 mulheres morrem por ano na Argélia decorrentes de violência doméstica. A nova lei fez inclusive com que três dias após a votação, no Dia Internacional da Mulher, o atual presidente do país, Abdelaziz Bouteflika pedisse a revisão do Código da Família, que esta em  vigor desde 1984 e que é baseado na sharia (lei islâmica). A Argélia se tornou o segundo país do Maghreb a criminalizar a violência contra a mulher, ficando atrás apenas da Tunísia.
Apesar da nova lei, as argelinas acreditam que ainda é necessário grandes mudanças principalmente na visão da sociedade argelina para com as mulheres, como conta a estudante de Direito de 22 anos, Meriem Laroussi: “Mesmo com a nova lei, a visão da sociedade argelina continua estática, eles acreditam que as mulheres não podem fazer todo tipo de trabalho. Ainda é necessário leis mais rígidas”. A estudante de Linguística, Sabrina Migabel de 24 anos acredita que a sociedade argelina deva respeitar mais a opinião da mulher: “ Eles deveriam respeitar a nossa opinião. Principalmente acerca do uso do lenço (não nos obrigar a usá-lo), eles deveriam confiar em nós, na nossa força e habilidades”. O advogado em direito penal, Ahmed Twahria explica que “muitas pessoas veem as mudanças no Código da Família, como mudanças na própria lei islâmica, e isso acaba dificultando o processo”.
         No mesmo contexto, não tão distante, a Turquia vive uma forte onda de protestos após a tentativa de estupro seguida de morte da estudante de psicologia de 20 anos Özgecan Aslan, em fevereiro deste ano. Elas denunciam a crescente onda de violência contra as mulheres na Turquia e para a omissão e até mesmo a  cumplicidade do governo do atual presidente Recep Tayyip Erdoğan, que tende ao radicalismo islâmico frente à questão. Segundo dados oficiais, em 2002 menos de 100 casos foram registrados no país, e já em 2014 este número chegou a 300. O levantamento do site Bianet, que trabalha com questões de direitos humanos na Turquia apontou que somente em janeiro deste ano, 27 mulheres turcas foram mortas.
O grupo Türkiyede Kadin Olmak (Ser uma mulher na Turquia) conta que é difícil caminhar em alguma rua da Turquia sem sofrer algum tipo de abuso, seja ele verbal ou físico: “É quase que impossível andar em alguma rua na Turquia sem passar por uma experiência de abuso, e as pessoas e também a lei sempre protegem quem ataca, e não a vítima. Os homens na Turquia abusam e estupram não só mulheres, mas também crianças e animais. É tão normal seu pai ou seu irmão te bater ou até mesmo te matar.” A brasileira Rhanya A.K, de 32 anos que vive há 3 anos e 3 meses na Turquia relata: “Casos de agressão doméstica, apesar de não permitidos pela lei, são permitidos pelas próprias pessoas, tanto os maridos que agridem as esposas, quanto as famílias dos maridos que muitas vezes acham certo, e por fim as mulheres que são as vítimas, não denunciam os maridos.”
 

Espero que vocês tenham gostado, e em breve postarei a segunda parte, assim como um texto sobre as mulheres iranianas e a obrigatoriedade do uso do véu :)

beijo beijo pupilas
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