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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vamos falar sobre conversão?

Eu já havia falado um pouco de como entra a questão da religião no meu relacionamento aqui , mas resolvi retomar este assunto pois eu queria expor uma reflexão minha e o meu ponto de vista acerca desse tema, que pra mim é um dos mais delicados em um relacionamento intercultural.





Religiões por si só são delicadas, elas existem desde que o mundo é mundo e tiveram e tem forte influência na construção e criação do modo de vida e do que chamamos de sociedades, ela engloba não só rezas, mas também dogmas que milhares de pessoas ao redor do mundo seguem a risca.

Mesmo assim, nos dias de hoje, muitas pessoas, principalmente os jovens não são fielmente religiosos, podem possuir um segmento religioso porém não o praticam e não são tão antenados nas questões religiosas por "n"motivos . Há também os que não possuem ou não gostam de religião por simplesmente acharem isso bobagem, ou porque não se identificam com nenhuma e claro que todos tem direito de gostarem daquilo que acham melhor para si. Não estou aqui pra julgar ninguém, somente estou expondo o que eu penso sobre o assunto.

Apesar de tudo, essas pessoas nem tão religiosas (ou pelo menos uma parte delas) quando pensam em se casar, pensam em alguém que seja do mesmo segmento religioso que elas, porque por mais que elas não pratiquem a religião, elas foram criadas nesse universo religioso (por exemplo aqui no Brasil, o cristianismo é a religião majoritária e, apesar de ser um país laico, muitas datas cristãs são comemoradas, como o Natal) ou porque a família (pai, mãe, avós) são religiosos na maioria dos casos, e sonham em ver as filhas entrando na Igreja de véu e grinalda.

Mas e quando você se apaixona por alguém de religião diferente da sua? É aí que entra a reflexão, pois acredite, isso pode ter um grande peso no seu relacionamento e até mesmo no futuro dele.

Relacionamento interreligioso pode dar certo? Claro que sim, pois caso não desse certo este blog nem existiria. 

Voltando à questão da reflexão quando ambos possuem religiões diferentes. É preciso que você tenha em mente que você não pode mudar uma pessoa do dia pra noite, também acredito que se a pessoa não está a fazer nada de errado, você nem deve tentar mudá-la por mero capricho seu. Forçar alguém a seguir a mesma religião que você e vice-versa, é nada saudável, ainda mais usando o pretexto de "prova de amor". Amar também inclui em aceitar as diferenças daquele que você ama, pois assim como você também possui defeitos, ele também possui, ninguém é perfeito.

Se você realmente ama essa pessoa e pensa de uma maneira mais aberta, vai tirar isso de letra (creio eu), mas ainda sim é necessário refletir em alguns pontos. Pois por trás de todo esse amor que ambos sentem um pelo outro vem também as tradições, o modo de vida, os rituais e também algo muito importante chamado: família.

Óbvio que você não é obrigada a se converter por conta dessas diferenças, mas é super válido e necessário ambos conversarem e esclarecerem pontos juntos, assim como você parar e conversar com o seu eu interior. Pois relacionamentos nem sempre transitam por um mar de rosas, então antes que o mar de rosas desapareça é melhor buscar as respostas de alguns questionamentos, tais como: 

Casamento: Quando formos nos casar, teremos cerimônia religiosa? Em qual?

Tradições: Sei lidar bem o suficiente com as tradições religiosas dele? E ele com as minhas?

Família: Como a família dele vê isso? E a minha?

Festividades religiosas: Em datas religiosas importantes vou respeitar os rituais que cada uma delas impõe? 

Vida em sociedade: Participarei de reuniões religiosas dele? E ao contrário ? 

Filhos: E os nossos filhos serão criados em qual religião? (no meu caso isso foi explicado no post citado no começo do texto)


Pode parecer simples dizer logo de cara "sim, eu vou respeitar todas essas diferenças", mas acredite não é. Uma coisa é falar da boca pra fora e outra pelo coração, seja sempre sincera consigo mesma para ser sincera com o seu habibi, não tente camuflar ideias pelo simples fato de estar apaixonada, lembre-se que é com essa pessoa que você irá passar todos os dias da tua vida.

"Mas ele e a família estão me pressionando a me converter". Nenhum muçulmano pode obrigar um não muçulmano a se converter, se ele e/ou a família estão fazendo isso contigo, saiba que eles estão cometendo um haram. A conversão deve ser algo feito de coração, é um elo que você cria com Deus, tem que ser sincero e não imposto pelos homens, mesmo que esses sejam seu habibi e sua família. 

Mas então digamos que você queira se converter ao Islam por amor ao seu habibi. Pare e pense mais uma vez, é um conselho meu. Conversão não é só dizer Allah Akbar, jejuar no Ramadan e orar 5 vezes ao dia. Nem mesmo colocar um hijab na cabeça e depois tirar. Hijab não é uma peça de roupa, é um símbolo religioso, isso mostra que você segue o Islam e também pratica os ensinamentos dele, inclusive muitas meninas muçulmanas de nascimento se preparam ao longo da vida e esperam o momento certo para colocar o hijab. 

Caso você tome a decisão de se converter você tem que fazer isso com o coração aberto e não como se fosse uma obrigação, você está firmando um compromisso com a religião, com Deus, com a comunidade islâmica, com tradições, preceitos, com um livro sagrado... converter-se significa que você anteriormente possuía uma crença e a abandonou para seguir outra que para você é melhor. Você vai adotar um modo de vida novo, que vai ter reflexo em toda a sua vida, desde as situações cotidianas, até na criação de seus filhos e visão de sociedade. Pense nisso e tenha muita clareza naquilo que quer e vai fazer, caso decida, faça por amor única e exclusivamente à Deus, pois é isso que importa aos olhos d'Ele. Uma conversão não sincera, de nada valerá, nem pra Deus, nem pra comunidade islâmica e nem pro seu habibi.

Então, não deixe de conversar, pergunte ao seu habibi sobre a religião, peça ajuda a outras muçulmanas, convertidas ou não, se quiser vá à mesquita, se informe ao máximo, converse quantas vezes for necessário e use o tempo que for necessário para que todas as suas dúvidas e aflições sejam sanadas.

Independente da sua crença e da decisão que irá tomar, sempre seja racional e de espírito reto, assim você será feliz e consequentemente fará quem te ama e os que vivem ao seu redor felizes também, não seja precipitada para não se arrepender e se machucar depois.

beijos beijos

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Muçulmanas em São Paulo - [VídeoDocumentário]

Oi minhas pupilas! tudo bem? Hoje eu vim compartilhar com vocês um vídeodocumentário que foi TCC de um grupo de jornalismo da universidade onde eu estudo em 2013. Sou suspeita pra falar (até por causa do tema e por ter sido feito por mackenzistas sob a orientação da minha professora mais querida ♥) eu adorei e mostra a vida da jovem muçulmana por diversos ângulos, tanto pelas mais tradicionais, quanto pelas menos tradicionais. Muito se fala da mulher muçulmana, então nada melhor do que nos informarmos através das mesmas, não é verdade? Espero que gostem! 

- Ma'Amoul - Jovens muçulmanas em São Paulo



Ps. Todos os direitos reservados aos autores do vídeo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Músicas argelinas preferidas [parte 1]

Oi meu povo e minha pova! Como estão? Resolvi fazer um pequeno post com minhas músicas "Made In Algeria" preferidas! Não se assustem se a maioria delas for do Khaled hehehehe, solta o som DJ!!!!

1- El Arbi - Khaled



Desculpa universo, mas eu sempre irei amar essa música. Pra quem não sabe, o Khaled é conhecido como o Rei do Raï na Argélia. O Raï é uma música popular folclorica, pode perceber pela letra dessa música. Coloquei o live porque eu gosto muito.

2- C'est La Vie - Khaled



Essa também é do Khaled, porém mais pop e moderninha, amo esse clipe! 

3- Babylone - Zina




Essa música embalou a nossa história e é simplesmente l i n d a

4- Aisha 


Já deu pra perceber que adoro Khaled

5Rabah Deriassa - Alaouama




Se deixar eu fico escutando essa música O DIA INTEIRO. 


Por hoje é isso!

Beijinhosssssss

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

É pra frente que se olha

Oi minhas amoras! como estão?

Antes de tudo quero pedir miiiiiiiil desculpas por ficar esses dias sem postar no blog, é que eu fiquei sem internet, minhas aulas voltaram (socorro) entre outras coisas...não me esqueci de vocês e agradeço pelos 1.000 views nesse 1 mês de blog, vocês são umas fofas!

Esse post não vai ser bem um post acerca do tema geral do blog, apesar que talvez possa ajudá-las a refletir um pouco mais no nosso "eu" e no nosso futuro.

Bem, durante esses dias que fiquei sem dar um alô por aqui aconteceram algumas coisinhas que me deixaram super baixo astral, fiquei triste, chorei muito, briguei, etc. Minha vida ultimamente tem sido bem difícil, to chegando na reta final da faculdade (isso me deixa aliviada e nervosa ao mesmo tempo), fico pensando em milhares de possíveis temas e formatos para o meu tcc, e pra variar eu to sem estágio...e sem 300 horas obrigatórias de estágio (obrigada mec e mackenzie) eu simplesmente não me formo, simples assim. O estágio que eu fiz na faculdade não vale como horas, mais uma vez obrigadaaaaaaaaaaaa! Aliás um conselho: não faça jornalismo uhauihaaia..é um mercado ultra ingrato, e tá ultra saturado, mas se quiser dê a cara a tapa e seja feliz... =)

Eu já imaginava que eu teria um período bad, porque até semana passada estava tuuuuuuuudo às mil maravilhas, e na minha vida caras leitoras, se tem um período de muita good vibe, pode se preparar que depois lá vem bomba. E veio mesmo.

Apesar de tudo, esses "pequenos" problemas me fizeram refletir e pensar acerca do meu futuro, no meu futuro profissional, no meu futuro pessoal/amoroso. Sei que terei muito mais perrengues pra enfrentar e "se virar nos 30". 

Daqui 1 ano estarei na fase final do meu tcc, serei oficialmente jornalista e não sei o que esperar do futuro no geral. Sempre fui extremamente organizada nas minhas coisas, sempre estabeleci prazos para concluir minhas metas. Claro que as vezes não tem como, pois tudo na vida há imprevistos. Comecei então a pensar e tentar planejar ainda mais, ser jornalista não é fácil, não tem nada de glamour e nem sempre vamos trabalhar na área que queremos...as vezes nem chegamos a exercer a profissão de imediato pois o mercado tá sobrecarregado e agora a maioria das empresas pedem conhecimentos de coisas extra-curso. Estou entrando aos poucos na fase adulta e com isso, pensar na minha vida fora da "asa" dos meus pais. Por ser filha única desde pequena aprendi a ser independente e resolver grande parte dos meus problemas sozinha, isso eu conto como um ponto positivo, mas por vezes deixo de compartilhar coisas com a minha mãe por exemplo, por ter sempre em mente que eu vou e posso resolver sozinha, isso acaba por nos deixarmos um pouco "distantes" do cotidiano uma da outra, eu e minha mãe mal conversamos sobre essas coisas, não só com ela mas também com meus amigos mais próximos. 

E então eis que entra também a minha vida amorosa. O meu namorado quer se casar após a graduação. No primeiro semestre de 2016 eu já me formo e ele 1 semestre depois (ele faz economia), ou seja...isso tá praticamente 'em cima'. Mas também pensamos em curtir um pouco a vida de namorados e depois então casar. Aos poucos vai caindo a ficha que eu estou a pequenos passos formando a minha própria vida e isso me deixa em um mix de medo e também de ansiedade pelo futuro, mas deixo o tempo fazer a parte dele. Olhando ainda maaaaaaaaaaaaais pra frente, não sabemos onde iremos morar, na verdade não decidimos este detalhe, porém já planejamos fazer testes de adaptação. Ok, digamos que eu vá morar em Argel ou Sétif. Eu não sei muita coisa de árabe ou francês. O Yusuf não vai ficar 24h ao meu dispor. Vou ter que me virar como sempre fiz, dessa vez com um toque a mais: longe da minha realidade, em um mundo novo, pessoas novas, modo de vida novo. Vou virar um bebê e terei que aprender tudo novamente, até como dar um bom dia. Do que irei trabalhar? Se no BR e difícil algo na minha área, imagine fora do BR? Terei que ter um plano B. Ok, agora digamos que vamos viver aqui. O mesmo acontecerá com o Yusuf. Viver em um mundo novo, com pouco conhecimento no idioma, sem uma rede de amigos e sem familiares.Viver não é fácil amoras e ter pelo menos um planejamento básico é algo inevitável quando se tem duas pessoas de dois países diferentes em questão. Nessa história alguém vai ter que abrir mão de diversas coisas.

Apesar dessas coisas tenho muitas expectativas acerca do amanhã, porém com os pés no chão. Sempre fui muito decidida naquilo que eu quero, eu digo que faço e eu realmente vou lá e faço, mesmo que isso possa levar dias, meses ou anos, eu não deixo que os medos tomem conta de mim 100%, até porque se deixarmos, simplesmente não vivemos. Encaro a vida e os desafios e deles sempre tiro uma lição que levo para a vida toda. 

Para muitos sou uma louca por me relacionar com um estrangeiro e de quebra árabe com um toque turco, porque na cabeça deles "serei mulher de terrorista". Eu nem perco meu tempo com esse tipo de gente, até porque se eu ligasse nós nem namoraríamos. Claro que tem alguns assim, mas perto do número total de árabes no mundo isso é uma minoria. E acredito que em 2 anos de relacionamento quase, eu já teria notado algo suspeito, e eu não notei....na verdade nunca tive nenhum tipo de desconfiança do Yusuf, e isso não significa que eu fiquei cega e deixei de lado meu sexto sentido, quem me conhece sabe que eu sou muito sensível nesse aspecto e capto muito fácil qualquer tipo de atitude suspeita oriunda de qualquer pessoa.

Estou super focada no meu futuro em todos os sentidos, é ele que ainda vou viver, e acredito que se chegamos até onde chegamos, passamos por diversas coisas juntos e estamos há alguns passos de concretizarmos nossa primeira meta (o nosso finalmente primeiro encontro), e planejarmos uma vida juntos é porque Deus permitiu. Vou seguir o caminho que o destino trilhou independente das críticas alheias, pessoas corneteiras sempre vão existir, e eu apenas abstraio. O apoio da minha família, do meu namorado e dos meus amigos verdadeiros é tudo que eu preciso. No ano de vestibular (isso em 2012) fiquei por muito tempo ouvindo de diversas pessoas que eu jamais iria conseguir entrar em um bom curso em uma boa universidade, e eu fui lá e consegui. Posteriormente que eu desistiria do curso pois não "tinha perfil para ser jornalista", oras estou quase concluindo o curso e apesar de tudo amo o que faço. Agora, "relacionamento virtual não tem futuro"... ué, estamos juntos a quase dois anos. Aliás, quer uma chuva de exemplos de habibas que derão super certo?! Pois é, pessoas para atazanar a nossa vida eventualmente aparecerão! Sai de mim! 

Agradeço imensamente à Deus por todas as oportunidades e pessoas maravilhosas (inclui-se o meu habibi) que apareceram na minha vida, e também agradeço pelas dificuldades, pois sem elas talvez eu não saberia lidar com essas situações, e através delas me tornei mais madura, e futuramente quero ser ainda mais do que hoje. 

Estamos juntos nessa, confiamos um no outro e quero ele perto de mim e também sei que ele deseja a mesma coisa. Não vamos nos deixar influenciar por energias e palavras negativas e vamos em busca da nossa felicidade. Together as one.



   
ps. amanhã já faço um post novo de cantores argelinos
beijocas

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A religião no nosso dia a dia




Shalom, Salam florzinhas! Comecei o post de hoje com duas palavrinhas que tem o mesmo significado, são parecidas, e são de idiomas pertencentes ao mesmo grupo linguístico. Bem hoje vou falar um pouco (porque isso é um tema complexo e extenso) sobre a religião, no caso como é a presença da religião no nosso dia a dia. 

Meu habibi é muçulmano (dã Juliana) e eu sou judia (agora todos silenciam), mas ele é praticante e eu não. Na verdade eu pratico quando é época das festividades judaicas, como por exemplo no Pessach (que muitos chamam de "páscoa" judaica e que na verdade não é nada de páscoa, pessach significa passagem), nessa festividade fico 7 dias sem comer coisas com fermento para lembrar do sofrimento do povo judeu durante o êxodo no Egito. Eu celebro o Rosh Hashaná (ano novo judaico), pra mim é uma data muito especial, faço jejum do Yom Kippur (dia do perdão, onde fazemos um jejum completo de água e de comida por cerca de 25 horas, para nos livrarmos dos pecados e sermos inscritos no livro da vida), entre outras festividades, pois é um momento mais família. Apesar de tudo não me considero praticante pois não descanso no shabat (inicia-se na noite de sexta e termina na noite de sábado. Em Israel as coisas não funcionam durante esse período, pelo menos a maior parte delas), não faço rezas diárias, na verdade eu mal rezo, mas sempre que posso peço para um amigo que mora em Jerusalém deixar um bilhetinho (que eu escrevo) no Kotel (o muro das lamentações), e também não frequento sinagogas (nem vou falar a ultima vez que eu fui), então por esses motivos em especial eu não me considero uma pessoa religiosa praticante, eu vivo a minha religiosidade no meu dia a dia e não acredito que eu tenha que praticamente morar em um templo religioso para D'us olhar por mim, na minha visão, D'us se importa mais com as nossas ações para com o próximo. Até porque judeus tem 613 mitzvot (leis) para cumprir, algumas são para grupos específicos, mas ainda sim são muitas.  Agora que já falei um pouco de mim, vamos lá falar do meu namorado:

Totalmente o oposto. Ele é um muçulmano praticante, faz todas as orações do dia, faz ablução (o processo de lavagem para estar puro, e assim iniciar a oração), e claro as orações sempre voltadas para Meca.  Não come carne de porco (tá judeus também não comem), não bebe, não fuma, vai à mesquita, sexta-feira o dia sagrado, jejua no Ramadã, lê o Alcorão diariamente. E pra ele descobrir a minha religião foi uma grande surpresa, ele até perguntou umas mil vezes para garantir se eu era mesmo judia. Meus outros amigos muçulmanos também tiveram a mesma reação, eu até entendo porque por aquelas bandas a propaganda anti judeu é bem forte, e vou aproveitar a deixa pra esclarecer: os muçulmanos em sua grande maioria não é anti judeu no quesito religioso, e sim político, assim como os judeus na maioria são contra os partidos políticos e não contra o povo palestino, grande parte da população israelense é a favor de um Estado palestino, e eu também sempre fui e sempre serei a favor...em ambas as partes os que se odeiam pela religião mesmo é meia dúzia de ignorantes que a mídia dá o microfone. Os conflitos no Oriente Médio não são religiosos, e sim políticos! 

Agora como fica a religião no nosso dia a dia? A gente briga por causa de religião? Não. No começo a gente teve uma leve divergência quando o assunto entrou na política, e não pela religião. A gente se respeita muito e sempre procuramos entender um pouco mais da religião do outro, sempre estamos em equilíbrio e isso é um elemento chave quando você se relaciona com alguém que é aparentemente "diferente" de você no aspecto religioso. O Cristianismo, Judaísmo e Islamismo tem um patriarca comum que é Abraão, então temos muitos personagens de nossas religiões em comum. O Alcorão por exemplo trata muito a figura de Moisés, que é para o Islã um importante profeta, e Moisés para nós judeus é um personagem extremamente importante, pois através dele nosso povo fugiu do exílio. Jesus a maior figura para a religião cristã é também um profeta importante e respeitado no Islã, então essas 3 religiões meio que se "mesclam" nesse aspecto, então para mim a religião não é um impasse no nosso relacionamento e no nosso dia a dia, mesmo que eu fosse religiosa praticante.

Já presenciei o Yusuf no momento da reza e foi bem especial, vi como a religião é importante pra ele e para o modo de vida dele, eu não interfiro nem julgo, assim como ele não interfere e nem julga o meu modo religioso. Quando pegamos pra falar de religião ficamos horas, teve uma vez que ficamos 6 horas (sério), só falando de religião, eu explicando a Torah e ele o Alcorão, mandando rezas, trechos, etc. Para nós é bom, importante e informativo e ultra necessário. O que no começo, pelo menos para mim aparentava ser um obstáculo, hoje é apenas uma pequena diferença que dia a dia vai sendo "lapidada" entre nós dois. Tínhamos milhares de razões para sermos um contra o outro, mas o que existe em comum entre nós é bem maior. 

"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?" Gandhi

 Ps. vou deixar umas páginas do Facebook abaixo só para verem que não somos os únicos :) é só clicar:

Jews Love Muslims - Muslims Love Jews
Arabs and Jews refuse to be enemies
Judaism-Islam
Arabs and Jews
Palestine Loves Israel
Israel Loves Palestine

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Check-in Argélia: Argel, a Branca

Hellooooooooooooo people! Conforme eu havia dito ontem (pra quem não viu clique aqui), agora o blog contará com uma nova tag: o Check-in Argélia. Então nada melhor do que conhecermos um pouco da capital do país, não é mesmo? Então simbora!

Baía de Argel - Farouk Baitiche / AFP

Argel é a capital e maior cidade da Argélia e principal centro financeiro, cultural e mercantil da Argélia, localizada no norte do país, sendo banhada pelo Mar Mediterrâneo. É também apelidada de Alger, la Blanche ( Argel, a Branca), pela linda vista que resplandece dos edifícios brancos que sobem a encosta, vistos do mar.

História Antiga e Recente:

A cidade de Icosium (que situava-se onde hoje se encontra o bairro marítimo de Argel), foi fundada pelos Fenícios no século IV a.C. e, sob domínio romano obteve o estatuto de cidade Latina pelo Imperador Vespasiano. A rue de la Marine segue o alinhamento de uma antiga rua romana. Existiam cemitérios romanos perto de Bab-el-Oued e Bab Azoun.
A cidade atual foi fundada em 944 por Buluggin ibn Ziri, o fundador da dinastia Zirid-Senhaja, que foi destronada por Rogério II da Sicília em 1148. Antes dessa data, já haviam perdido Argel, que em 1159 foi ocupada pelos Almóadas, tendo sido dominada pelos sultões Zianidas do Reino de Tlemcen a partir do século XIII
.

Nominalmente parte do sultanato de Tlemcen, Argel desfrutava de considerável autonomia, sob os seus próprios emires, sendo Orã o principal porto dos zianidas. A ilhota em frente do porto de Argel, posteriormente conhecido como Penon, foi ocupada pelos Espanhóis em 1302. A partir daí, cresceram as trocas comerciais entre Argel e a Espanha. Argel continuou a ser uma cidade relativamente pouco importante até a expulsão dos mouros da Espanha, quando muitos deles procuraram asilo na cidade. Em 1510, depois de ocuparem Orã e outras cidades da costa africana, os espanhóis fortificaram o Penon. Em 1516, o emir de Argel, Selim b. Teumi, convocou os irmãos Arouj e Khair-ad-Din (Barbarossa) para expulsar os espanhóis. Em Argel, Arouj tramou a morte de Selim e apoderou-se da cidade. Khair-ad-Din, sucedeu Arouj, expulsou os espanhóis do Penon (1550) e fundou o pashalik, depois deylik, de Argel.

A cidade foi conquistada pelos turcos e tornou-se parte do Império Otomano. O governador da cidade era independente de Constantinopla, e Argel se tornou o principal centro dos piratas da Barbária. Em Outubro de 1541, o imperador Carlos V tentou conquistar a cidade, mas uma tempestade destruiu grande número dos seus navios. Seu exército de 30.000 homens, na sua maioria espanhóis, foi derrotado pelos argelinos sob o comando do pasha, Hassan. A partir do século XVII, Argel livrou-se do controle otomano e se manteve na periferia das economias otomana e a europeia, com a sua existência dependente do Mediterrâneo, cada vez mais controlado por navios europeus, apoiados pelas marinhas europeias. Argel voltou-se para a pirataria e várias nações europeias fizeram repetidas tentativas para subjugar os piratas que perturbavam a hegemonia europeia no Mediterrâneo ocidental. Em 1816 a cidade foi bombardeada por um esquadrão britânico comandado por Lord Exmouth, auxiliado por vasos (navios) de guerra holandeses. A frota dos corsários foi incendiada.


Bombardeio de Argel - Thomas Luny - Óleo sobre tela - 1820


Em 4 de Julho de 1830, sob o pretexto de uma afronta ao seu cônsul (a quem o dey tinha batido com um enxota-moscas quando afirmara que o governo francês não estava preparado para pagar as suas substanciais dívidas a dois mercadores judeus argelinos), um exército francês comandado pelo General de Bourmont atacou a cidade, que capitulou no dia seguinte. De 1830 a 1962, a história de Argel confunde-se com a história da Argélia, e as suas lutas com as da França.


Cidade e Porto de Argel - 1920 - Domínio Público

Em 1962, após uma sangrenta luta pela independência, em que morreram centenas de milhares de argelinos (um milhão, segundo a história oficial da Argélia) nas mãos do exército francês e da Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale ou F.L.N.), a Argélia ganhou finalmente a sua independência, com Argel como a sua capital. Apesar de ter perdido a totalidade da sua população de origem europeia (Pied-Noir), a cidade sofreu uma grande expansão. Atualmente, tem cerca de três milhões de habitantes (c. 10% da população da Argélia). Os seus subúrbios cobrem a maior parte da planície de Metidja. Argel se tornou uma cidade moderna. A exploração e comercialização de gás natural em suas proximidades movimentou a economia da cidade, apesar de o progresso ter sido interrompido em 1992 quando o governo, apoiado pelos militares, anulou uma eleição que havia acabado de perder para um partido islâmico. A violência resultante, durante o qual cadáveres eram regularmente jogados e expostos nas ruas, prejudicou a imagem da cidade e atraiu uma forte desconfiança que só agora, e muito lentamente, começa a se dissipar.

A cidade: 

Costa de Argel vista da Basílica Notre Dame D'Afrique - Damien Boilley
A cidade é constituída por duas partes: a parte moderna, construída em terreno plano junto à costa, e a antiga cidade dos deys, que sobe a encosta inclinada por trás da cidade moderna, e que é coroada pela kasbah (cidade islâmica), 120 metros acima do nível do mar. Entre os muitos pontos de interesse de Argel, incluem-se o bairro da kasbah, a Praça dos Mártires, os edifícios do Governo , as mesquitas Grande, Nova, e Ketchaoua, a catedral Notre Dame d’Afrique, o Museu Bardo (uma antiga mansão turca), a velha Biblioteca Nacional de Argel (Bibliotheque Nationale d'Alger, um palácio turco construído em 1799-1800), e a nova Biblioteca Nacional. De acordo com estimativas de 2012, a população de Argel é de 2 364 230 habitantes. Aproximadamente 3% dos habitantes da cidade são estrangeiros, oriundos principalmente da China, Vietnam e Mali. A cidade teve um aumento populacional entre 1960 e 2008, passando de 900 mil habitantes para 2,3 milhões de habitantes. A língua mais falada em Argel é o árabe, porém o francês também desempenha um papel essencial principalmente no turismo e comércio. No transporte existem as linhas de ônibus e também o metrô, que possui por enquanto 1 linha (vermelha) com 10 estações, passando pelos principais pontos da cidade. Está em operação desde 2011.


Interior de um vagão do Metro de Argel

Estação Tafourah


Pontos turísticos: 

- Notre Dame d'Afrique
- Monument des Martyrs (Maquam E' chahid)
- Praça do Emir Abdelkader
- Grande Poste de Argel
- Jardim D'Essai du Hamma
- Kasbah D'Alger
- Mesquita de El Jdid
- Mesquita de Ketchaoua 
- Grande Mesquita de Argel (Rue de la Marine) - A mesquita mais velha do kasbah de Argel, construída em 1097 pelo Sultão Ali ibn Yusuf.

Cidades irmãs:


  • República Popular da China Pequim, China
  • Alemanha Berlim, Alemanha
  • Tunísia Tunes, Tunísia
  • França Paris, França
  • Canadá Montreal, Canadá
  • Reino Unido Londres, Reino Unido
  • Turquia Esmirna, Turquia
  • Líbano Tiro, Líbano
  • Chile Santiago, Chile
  • Bulgária Sófia, Bulgária
  • Rússia Moscovo, Rússia
  • França Bordéus, França
  • Espanha Barcelona, Espanha
  • Suíça Genebra, Suíça
  • Estados Unidos Washington, D.C, Estados Unidos
  • Itália Roma, Itália
  • Países Baixos Amesterdão, Países Baixos
  • Emirados Árabes Unidos Dubai, Emirados Árabes Unidos
  • Brasil São Paulo, Brasil
  • Argentina Buenos Aires, Argentina
  • República Popular da China Xangai, China
  • Egito Cairo, Egito
  • Líbia Trípoli, Líbia
  • Senegal Dakar, Senegal
  • Somália Bosaso, Somália
  • Marrocos Rabat, Marrocos

Notre Dame D'Afrique

Grande Mesquita de Argel - Farouk Baitiche

Antiga Mansão turca na Casbah
Interior do Grande Poste de Argel - lindo né?

Monumento do Martir

 Eu ia colocar mais algumas fotos, mas achei uns vídeos MUITO legais gravados em Argel, segue abaixo: 


Podem ver como existem mulheres andando sozinhas, com vestes muçulmanas e também com roupas "comuns" (jeans e camiseta), e olha que eu vi jeans até que apertado hein! Essas imagens foram feitas na região do Grande Poste de Argel, eu amei, deu até pra ver o Mar Mediterrâneo no fundo <3


Agora na histórica Casbah, comida de rua


Pra finalizar, segue vídeo de uma feira na Casbah (igualzinho no Brasil)



E esse foi o primeiro Check-in Argélia! Gostaram? Quer a cidade do seu habibi? Quer deixar uma sugestão? Escreve aqui embaixo nos comentários

um beijão a todas as minhas habibas queridas!

Fontes: 1 2 3 


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Os testes virtuais [atualizado]

Florzinhas! Vamos falar de um papo sério agora? Antes de qualquer coisa venho reforçar que as coisas acerca de relacionamentos postadas AQUI, são baseadas na MINHA experência e nas coisas que eu vejo, não sou dona da verdade! O Segredos do Maghreb não é nenhum portal oficial de relacionamentos interculturais! Não tive nenhum problema é só pra reforçar mesmo tá gente :P




Agora dado o recado vamos la uhaihuaiuhauiauia. Bem algumas meninas podem não saber sobre o que estou falando então vou explicar rápidinho: teste basicamente é você criar um fake, add seu habibi pra ver se ele é fiel mesmo. Digamos que é o teste de fidelidade da internet (João Klebe e er). Então vamos lá: bom, você começou o relacionamento com o habibi, até aí tudo bem, mas aí você fica com aquela pulga atrás da orelha se ele está "pirulitando" com outras habibas pelo submundo da internet, já que você não tá do lado dele pra saber, então recorre ao tão falado teste.

Ao fazer o teste: você pode ter uma surpresa não muito agradável porém libertadora, ou também ter uma surpresa não muito agradável e ficar numa bad e que pode até acarretar em problemas de sáude nas mais sensíveis (pode parecer loucura mas isso pode acontecer sim). Em outros casos pode ter uma surpresa agradável e assim a vida segue. 

Primeira coisa que pode acontecer é você tomar conclusões precipitadas, você foi lá, criou seu fake, add seu habibi e ele aceitou a tal da fake, mas nem conversou com a mesma. Mas na sua cabeça ele já se tornou um traidor em potencial e já vai lá soltar o verbo. Calma, ele nem respondeu a tal da fake, eu mesma já aceitei pessoas x sem pensar, apenas cliquei e só depois fui parar pra pensar: "porque eu add essa pessoa mesmo?" Isso também pode acontecer com ele, afinal somos seres de carne, osso e um cérebro às vezes com um processador "lentium". Tenha muita cautela antes de tomar a decisão de um teste. Você pode acabar com seu relacionamento por algo sem fundamento, portanto tenha sempre consciência daquilo que quer, e se possível, não faça teste de cabeça quente! 

Algo que é importante: você tem que ter em mente que o que pode ser infidelidade pra você, pode não ser pra mim e para outras pessoas.

Segundo ponto: você criar uma fake brasileira, e encher de amigos brasileiros. Para um cara mais esperto isso vai dar na cara que é teste, sério. Então se você decidir fazer um fake, faça-o bem feito. (Não se adicione no fake, nem adicione seus amigos!)
 
Terceiro: você criou o fake, viu que o cara era realmente um sem-vergonha e agora sofre por tempo indeterminado. Olha na minha opinião você "se livrou de algo pior", você pode ficar mal agora, mas pode ter certeza que isso passa.

O que não pode acontecer: 

Pedir pra amiga fazer teste e depois ficar falando mal dela: PARA TUDO! Eu vou falar de um caso que aconteceu comigo, não foi de teste fake, mas sim de um conselho e a situação foi bem semelhante. Minha ex-amiga (sim ela parou de falar comigo), tava lá de love com um menino, só que tinha certas dúvidas sobre esse relacionamento, e como eu sabia bem a história e era alguém com uma visão "de fora", me pediu um conselho sobre o tal love, e então dei minha opinião (traduzindo: era certo que ia ser algo sem futuro, por "n" motivos que não vou citar aqui), resultado: ela ficou super brava comigo, parou de falar comigo e ainda teve o apoio de uma outra pessoa "x" que já não ia muito com a minha cara (resumindo ciúme) e aproveitou pra fazer picuínha. Por que eu citei essa minha experiência? Muitas habibas pedem para outras meninas fazerem teste e quando não gostam do resultado (o cara deu corda pra fake) saem falando mal da pessoa QUE AINDA AJUDOU, ou fazem o maior barraco. Caras amigas, parem, se tem uma pessoa nesse caso que tem que ouvir poucas e boas é o macho da história. Primeiro: o cara é comprometido. Segundo: sabendo disso ele vai lá e fica de "firula" com a tal da fake!! E você vai atirar pedras em quem se dispôs a te ajudar? Pera lá né, vamos rever esses conceitos?

Então dona Juliana, você já fez teste? Sim. Fiz e gostei dos resultados, inevitavelmente (principalmente no começo) você fica naquele mix de ciúme e medo e corre mesmo pro teste. Você indicaria teste? Bom, isso é delicado, pelos motivos acima citados, mas se você tá toda desesperada, vai e faz, é melhor saber de tudo cedo do que se iludir por anos. Só depois não venha caluniar e difamar os outros. Riscos todos nós passamos, em todos os momentos, até mesmo em um teste.


Beijos florzinhas

Ps. não faço testes para ninguém, por favor não me peçam




Nova tag: Check-in Argélia

Oi meu povo e minha pova! Tudo em paz? Venho-lhes apresentar a nova tag: "Check-in Argélia". O blog desde o início foi criado não só no intuito de compartilhar experiências minhas em relacionamento intercultural, mas também de falar um pouco mais sobre a Argélia, que pra muitos brasileiros é um lugar meio que exótico, auahuiahiuauiha. Além do mais, acho que quando você se relaciona com uma pessoa de outro país você deve pelo menos conhecer um pouco do país, da cultura e o modo de vida deles. E assim criei o "Check-in Argélia", onde faremos uma "viagem virtual" para cidades argelinas e lugares turísticos! Então é isso, foi só uma mini apresentação, aguardem pois o que não falta é cidade, né gentemmm? Caso tenham alguma sugestão me falem!

Beijosss florzinhas!!!!

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